Jornal A Sirene

De WikiRioDoce
Ir para: navegação, pesquisa
Jornal A Sirene
Moradora de Bento Rodrigues lê o Jornal A Sirene

Jornal A Sirene: a voz dos atingidos pela lama[1]

A luta pelo direito de voz dos atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana/MG, tem uma importante arma: o Jornal A Sirene. Produzido pelos próprios atingidos, o veículo está no epicentro da maior tragédia ambiental do Brasil e é mantido por um acordo entre os atingidos, o Ministério Público e a Arquidiocese de Mariana.

Sempre no dia 5 (data que marca a tragédia que matou 19 pessoas e destruiu diversas comunidades) de cada mês, os atingidos lançam uma nova edição do jornal. São veiculados relatos sobre as dificuldades enfrentadas e, também, denúncias sobre a Samarco e suas controladoras, esclarecimentos para as comunidades atingidas e a troca de experiências entre os antigos vizinhos.

Publicado desde fevereiro de 2016, o Jornal A Sirene produziu histórias grandiosas sobre os efeitos da tragédia na vida de centenas de famílias. São destaques o resgate de patrimônios soterrados pela lama em Bento Rodrigues e o preconceito vivido por atingidos que decidem clamar por seus direitos em uma cidade dividida pelos rumos da mineração.

Com o apoio de grupos técnicos da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e de assessorias direcionadas aos atingidos, movimentos sociais e coletivos, o Jornal A Sirene tem mais de 70 pessoas, entre organizadores e colaboradores.

Versão online[editar]

A versão on-line de todas as edições pode ser acessada pelo link http://jornalasirene.com.br/edicoes

Historia do Jornal[editar]

O jornal A Sirene começou com uma oficina administrada pelo coletivo Um Minuto de Sirene no inicio do ano 2016, e pelo resultado positivo da experiência deu inicio a um periódico mensal, produzido pelos atingidos da barragem do Fundão dos municípios de Mariana e Barra Longa.

Pouco depois o jornal se consolido como uma parceria entre os atingidos, projeto de extensão "A Sirene e o direito à comunicação dos atingidos pela lama", do curso de jornalismo da UFOP, Arquidiocese de Mariana, coletivo Um Minuto de Sirene e MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens).

O jornal é lançado todo dia 5. No primeiro ano o lançamento foi sempre na praça de Mariana, no ato Um Minuto de Sirene, criado para marcar o desastre e a sirene que não havia e poderia ter salvado muitas vidas. Nasceu com uma tiragem de 2.000 exemplares, e distribuição em todas as casas temporárias dos atingidos que estão em Mariana. A versão impressa também é distribuída em Barra Longa desde um começo.

Atualmente a distribuição do jornal alcança todos os distritos de Mariana e Barra Longa atingidos pelo crime, como também o Município de Rio Doce. De forma menos regular alcança outras regiões da Bacia do Rio Doce, incluindo a Região do Meio Rio e a Foz em Regência-ES.

Referencias[editar]